No passado fim-de-semana vi o filme Bobby. Fez-me lembrar uns versos do Livro do Desassossego,  que costumava escrevinhar nos cadernos do secundário:

Projectos, tenho-os tido todos. (…) Fui génio mais que nos sonhos e menos que na vida. A minha tragédia é esta. Fui o corredor que caiu quase na meta, sendo até aí o primeiro.

Bobby Kennedy ficou para a História sempre na sombra do carismástico irmão, J.F.K. O seu assassinato, quando tudo indicava que ia direitinho  para a Casa Branca deixou um travo amargo na boca, aquela sensação de que grandes coisas poderiam ter acontecido, mas que um imprevisível e inusitado desvio de rota não deixou.
Ao ouvir  um dos discursos da sua campanha em 68 (cuja gravação é passada quase integralmente no filme) não há como não lembrar Obama e pensar como com aquele assassinato a História se atrasou 40 anos. Só naquele momento compreendi realmente porque comparam tantas vezes o actual presidente aos irmãos Kennedy.

Fica aqui o trailer do filme. Recomendo e reparem no elenco: é caso para dizer que por baixo de cada pesonagem, há uma estrela.

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