o meu guarda-chuva às bolinhas não resiste à força do vento. vira-se e dá cambalhotas e rodopios no ar. quero usar galochas, mas não é de bom tom. calcar as folhas secas e saltar nas poças de água. vejo casacos e camisolas e tenho saudades de uma londres que nunca vi. assaltam-me vontades do cheiro de livros novos e mochilas e passeios para a escola, num eterno recomeçar que é mais efémero do que parece, enquanto estamos sentados nos bancos, a atirar conversa aos pingos de chuva.
vou ao cinema enquanto espero pelo natal.

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