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O novo filme de Milos Forman, os Fantasmas de Goya, não é um filme sobre Goya. O “pintor do rei” é “apenas” um espanhol que vive os dias turbulentos da Inquisição, seguidos da invasão francesa e inglesa.
As gravuras de Goya ilustram o filme, e talvez essa seja a participação mais activa do pintor.
Javier Bardem traz talvez a melhor interpretação do filme, no papel de um padre que se metamorfoseia noutras personagens.
Natalie Portman, linda-linda, é Inês, a musa de Goya e filha de um mercador rico.
O filme pode ser uma desilusão para quem espera mais uma biografia de um pintor, como Frida ou Klimt. No entanto, faz uma abordagem crua ao «bordel que era a Espanha do séc.XVIII».
A fotografia está irrepreeensível, como já é habitual em Forman. 

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