Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!

Sophia de Mello Breyner

p.s.: este poema é daqueles que aprendi um dia e trago na pontinha da língua. Condensa a impossibilidade do absoluto, a vertigem da inevitabilidade vs. insanidade. Como li uma vez, «não serve para nada, além do essencial».

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