
The existence of life is a highly overrated phenomenon.
DR. MANHATTAN

The existence of life is a highly overrated phenomenon.
DR. MANHATTAN
«Metade dos portugueses não leu um único livro no último ano e é mínima a percentagem de frequentadores activos de bibliotecas públicas.»
conclusão de estudo para avaliar um ano de Plano Nacional de Leitura
Tenho mesmo pena das pessoas que não têm amigos de papel…
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(desculpa Eu. Nesta azáfama de barulho, pessoas e situações a distraírem-me, nem tenho tido tempo para te (me) ouvir.
Saudades de mim.)
Segundo, o DN de hoje:
«Na madrugada de terça-feira, um hacker informático divulgou na Internet o que diz ser o final do último livro de Harry Potter, a editar a 21 de Julho (10.º aniversário do lançamento do primeiro capítulo). Gabriel – assim assina o pirata do ciberespaço – afirma ter descoberto como J.K. Rowling encerra a saga e quem morre no desenlace. »
E para quem pensa que isto já é mau o suficiente (seja o final divulgado o verdadeiro ou não), vejam só as motivações do rapaz:
«Gabriel, o hacker, justifica a acção com motivos religiosos. Afirma-se seguidor das palavras do Papa Bento XVI, ainda como cardeal Joseph Ratzinger. “Ele explicou que Harry Potter leva os jovens pelos caminhos da fé neopagã”, diz. Revela o final do livro para “proteger cada um dos leitores e as suas famílias deste tipo de conteúdos”. No fim da mensagem surge um link para o site anti-islão www.challenging-islam.org.»
Seria cómico - se não fosse trágico. Se este indivíduo não vive num mundo mágico, ao menos permita que alguém viva.
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Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
Sophia de Mello Breyner
p.s.: este poema é daqueles que aprendi um dia e trago na pontinha da língua. Condensa a impossibilidade do absoluto, a vertigem da inevitabilidade vs. insanidade. Como li uma vez, «não serve para nada, além do essencial».
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Ser feliz sem pensar nos dias de chuva. Sentir-me viva no sal das minhas lágrimas. No êxtase da nossa perfeição, abolindo a contagem decrescente das madrugadas que nos irão apartar.
É assim. Afogar gelados, delinear sorrisos e idealizar poemas. Tudo porque é Primavera e há estrelas no mar.
Viver sem rede, sem pára-quedas, que amacia a colisão – mas não deixa que o vento me leve. Mas afinal, para que é que eu preciso de pára-quedas, se bastam uns pozinhos de perlimpimpim para voar sozinha?
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