Ainda nem sequer deixei o Porto e sinto já uma certa nostalgia.
Esta cidade entranha-se nas pessoas, essa é que é essa.
Será que voltará a ser a minha casa?
Ainda nem sequer deixei o Porto e sinto já uma certa nostalgia.
Esta cidade entranha-se nas pessoas, essa é que é essa.
Será que voltará a ser a minha casa?
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Ver o Inglourious Basterds no dia em que se assinala o 70º aniversário do início da Segunda Grande Guerra deixa uma cascata no estômago.
Há 70 anos atrás, a Alemanha bombardeou a Polónia, dando assim início ao maior massacre da história.
E hoje, 1 de Setembro de 2009, quantas Alemanhas estão a bombardear Polónias? O que mudou realmente nestas sete décadas?
Conseguiu evitar-se um novo confronto das potênciais mundiais, mas e os restantes países?
O que fazemos realmente no dia-a-dia para deixar um mundo melhor do que aquele que encontramos?
Se as efemérides têm algum significado, que seja ao menos o de nos fazerem reflectir…
Desanuviando, quanto ao filme do Tarantino: é uma master piece do cinema contemporâneo. Assim, sem eufemismos. Junto-me portanto à euforia instalada em redor do senhor que cresceu a trabalhar num videoclube (qualquer semelhança com o Cinema Paraíso não é pura coincidência).
Tiro o chapéu a este anúncio da BBDO. Está muito bem conseguido e já está na altura de importar esta boa prática bastante comum nos States. Para se registarem e começarem a partilhar o vosso carro ou apanhar boleia de outras pessoas em alguns percursos, vão aqui. Além de pouparem o planeta, quem sabe não nascem novas amizades? O próprio do Markl anda por aí à procura de boleia – eu sei, trata-se de uma campanha da Galp, uma gasolineira por quem não nutro particular simpatia (acho que não nutro por nenhuma), mas a ideia é boa para todos nós.
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Pode ler-se o seguinte texto na Máxima de Março:
«São cada vez mais as estrelas de Hollywood rendidas ao novo Twitter. Segundo o jornal El País, são vários os actores que já aderiram, pretendendo desta forma promover a comunicação com os seus fãs, por meio de mensagens curtas.
Um dos exemplos é o actor Greg Grunberg, um dos polícias da conhecida série Heroes, que chega mesmo a utilizar o seu telemóvel, nos intervalos das gravações, para partilhar os seus pensamentos e futuras actividades com os mais de 20 mil fãs através do Twitter. O actor revela tratar-se de uma vantagem, já que recebe o feedback dos fãs logo após cada episódio.
Protagonistas da série Buffy, Caçadora de Vampiros, O Escritório, e actores como Ashton Kutcher e Demi Moore já pertencem a esta rede, que nos EUA já conta com 2,6 milhões de utilizadores.»
Parece que a moda do Twitter veio para ficar e não é só por cá que anda a fazer sucesso.
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The existence of life is a highly overrated phenomenon.
DR. MANHATTAN
isto do twitter devia trazer um aviso igual àqueles dos maços de tabaco. é que a curto prazo pode tornar-se altamente viciante e ao mesmo tempo perverso, porque permite níveis de exposição e voyeurismo assustadores. e por falar nisso, já viram todas as figuras que é possível seguir no twitter? e não estou a falar do presidente da república…
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Faz hoje um ano que faleceu Heath Ledger, aos 28 anos, com uma overdose de ansiolíticos e soníferos. Apesar de simpatizar com o trabalho dele, foi para mim uma revelação com o seu Joker em 2008. Durante dias não consegui tirá-lo da cabeça.
Lembro-me de na altura ter visto um vídeo que ele protagonizou e produziu da música Black Eyed Dog do Nick Drake. Era pública a admiração de Ledger pela figura de Drake e o actor chegou a dizer que estava nos seus planos levar à tela a vida do músico. Morreu antes.
Ontem foi notícia que vai ser editado um tributo a Drake com nomes como Eddie Vedder, Dave Grohl, Norah Jones e muitos outras figuras. Fala-se na web que o vídeo de Ledger possa integrar este tributo. Tentei encontrar o citado vídeo no youtube mas, ou o retiraram, ou foi afogado nos milhares de vídeos de Ledger que entretanto foram colocados. Deixo aqui a notícia de um canal de televisão onde se podem ver excertos do vídeo.
p.s.: não deixem de ouvir a música em condições decentes. Vale a pena. E perdoem os bitaites dos especialistas.
A new hero was born.
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Lobo Antunes falou da sua orfandade devido à morte de Tereza Coelho ao ípsilon. Numa semana em que diariamente temos sido informados do desaparecimento de pessoas importantes na cultura portuguesa recente, dou-me a liberdade de reproduzir aqui as palavras de Lobo Antunes. De todos os obituários que li, este foi o mais pessoal e que mais me comoveu. Porque mesmo não conhecendo estas pessoas pessoalmente, elas fazem o mundo como o sabemos.
“Acabo de ter a notícia de que perdi uma amiga muito querida, casada com um homem a quem eu quero também muito. Devo a ambos muitos favores e, sobretudo, a alegria da amizade.
A Tereza tem sido para mim uma pessoa fundamental. Nestes últimos anos, como editora, tem tomado conta de mim e do meu trabalho de uma maneira única. Não sei como vou continuar sem ela. Eu queria que fosse a Tereza a ocupar-se de mim. Tenho tido a felicidade de ter pessoas como a Maria Alzira Seixo e o Eduardo Lourenço, e por aí fora, que se têm ocupado de mim com uma generosidade, com um calor e com capacidade de compreensão muito grandes. Mas era com a Tereza que eu trabalhava, e isso é muito importante para mim e vai ser muito difícil continuar sem ela. Muito difícil. Muito difícil.
Como editora, ela tinha qualidades únicas, como, aliás, já tinha como crítica literária. A Tereza tinha uma cultura enorme e, além disso, tinha uma qualidade fundamental num editor: um grande editor tem que ser um artista. Ela, infelizmente, foi editora durante pouco tempo. Eu gostaria que ela tivesse sido muito mais, porque o trabalho dela estava a tornar-se cada vez melhor e mais perfeito, era uma mulher com uma noção da coisa literária, com uma noção da arte e das palavras verdadeiramente única. E tinha tudo para, dentro de mais três, quatro anos, ser uma editora ímpar num país onde fazem tanta falta grandes editores. É mais difícil encontrar um grande editor do que um grande escritor e a Tereza já o era e iria continuar a crescer, de certeza.
Isto no que diz respeito à vida profissional. No que diz respeito à pessoa, é uma perda muito grande, porque é uma grande amiga que se vai embora. Uma grande amiga com quem eu pensava que ainda ia ter muitos anos para estar, para estar com o Rui e para continuarmos um trabalho que começámos e que tem sido apaixonante para os dois. Tenho muita pena. A vida é muito injusta. Tenho muita pena também dos meninos e também tenho muita pena de mim.”
António Lobo Antunes

apesar da apatia com que vivo o dia dos namorados, não pude deixar de sorrir quando vi este postal alusivo à data.
o amor devia poder ser tomado aos pacotinhos, como um suplemento vitamínico. tenho a certeza que é só por isso que é mais fácil suprimir as carências de fósforo ou magnésio do que as de amor.
A foto é do Miguel Ferreira.
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