Em homenagem a Bénard da Costa, a Medeia Filmes exibe, no Teatro do Campo Alegre, de 28 de Maio a 6 de Junho, 10 dos «filmes da sua vida», dos catálogos da Atalanta Filmes e Costa do Castelo.
Sobre a sua escolha (Os Filmes da Minha Vida, 1º e 2º volumes, Ed. Assírio & Alvim), JBC escrevia:
«Não vou ser – nunca serei – objectivo. Não vou servir “pronto-a-vestir”, como os que invariavelmente encabeçam as invariáveis listas dos “melhores filmes de todos os tempos”. Melhores, só os melhores para mim. (…)
«Ao lembrar os 50 melhores filmes da nossa vida resisti como pude e como posso. Dei testemunho do que vai durar contra o que parece que está para durar, para citar uma das minhas frases favoritas, de um certo George Bernanos.»
JOÃO BÉNARD DA COSTA – 10 FILMES DA SUA E DA NOSSA VIDA
quinta, 28 Maio, OPINIÃO PÚBLICA / A WOMAN OF PARIS, Charlie Chaplin, 1923
sexta, 29 Maio, AURORA / SUNRISE, Friedrich W. Murnau, 1927
sábado, 30 Maio, FATALIDADE / DISHONORED, Joseph von Sterberg, 1931
domingo, 31 Maio, O EXTRAVAGANTE SR RUGGLES / RUGLES OF THE RED GAP, Leo McCarey, 1935
segunda, 1 Junho, VONTADE INDÓMITA / THE FOUNTAINHEAD, King Vidor,1949
terça, 2 Junho, SENTIMENTO / SENSO, Luchino Visconti, 1954
quarta, 3 Junho, DEUS SABE QUANTO AMEI / SOME CAME RUNNING, Vincent Minelli, 1958
quinta, 4 Junho, VERTIGO / A MULHER QUE VIVEU DUAS VEZES, Alfred Hitchcock, 1958
sexta, 5 Junho*, A BELA IMPERTINENTE / LA BELLE NOISEUSE, Jacques Rivette, 1991
sábado, 6 Junho, O SOL DO MARMELEIRO / EL SOL DEL MEMBRILLO, Victor Erice, 1992
Sessões às 18h30_22h, excepto A BELA IMPERTINENTE, às 21h.
Bilhetes a 3,50 euros.

2 respostas até agora ↓
sergio miranda // Maio 27, 2009 às 12:46 pm |
Não vou servir “pronto-a-vestir”, como os que invariavelmente encabeçam as invariáveis listas dos “melhores filmes de todos os tempos”.
Mas porque não? Por alguma razão estão lá. Mete-me fastio esta atitude recorrente de uma certa “nata intelectualoide” de se querer evidenciar apenas por contraponto ao gosto das massas, como se tudo o que é unanimemente aclamado (ou quase) ostente invariavelmente o selo do mau gosto.
Liliana Pacheco // Maio 27, 2009 às 12:57 pm |
Concordo com o teu comentário, Sérgio. Eu também não considero que o que é mainstream seja à partida mau. E já tive muitas agradáveis surpresas, tanto em cinema, como literatura, etc…
Mas também há o inverso, o facto de as pessoas julgarem que tudo que não é comercial é uma seca e intelectualóide. É aquele famoso adágio de não julgar à partida o que se desconhece.