Veneza e o Rio de Janeiro têm o Carnaval, Nova York o Halloween, Londres o réveillon, Lisboa o Santo António e o Porto o S.João. Mas Guimarães… Guimarães tem o Pinheiro! Lá, não há quem não saiba que o dia 29 de Novembro é para a loucura. Fica aqui o convite e os votos de boas nicolinas para todos.

Entradas desde Novembro 2008
pinheirinho, pinheirinho…
Novembro 27, 2008 · 1 Comentário
Categorias: sugestão
afinal não é tão difícil ser capa de revista…
Novembro 21, 2008 · 4 Comentários
quem disse que era preciso protagonizar novelas da tvi, estar envolvido em rocambulescos triângulos amorosos ou namorar dirigentes desportivos para fazer capas de revistas? 
Mais opções aqui.
Categorias: humor
o mercador de veneza
Novembro 21, 2008 · 2 Comentários
Ontem foi noite de teatro – a custo, já que foi necessário vencer a espera de uma hora e uma fila enorme de pessoas a aguardarem pelas desitências das reservas, para confirmar se ainda havia bilhetes para os mais tardios. Mas a espera deu frutos e lá fomos contemplados com os tão procurados bilhetes.
Assumo que o facto da temporada do Mercador de Veneza ter estado sempre esgotada me surpreendeu – a peça sai de cena no domingo e até lá já está esgotada para todos os dias.
Os motivos da minha surpresa são os seguintes: falamos de uma peça de 2h30, o espectáculo não é propriamente barato, que eu saiba os hábitos de ir ao teatro estavam em queda e há a crise, etc, etc.
Em tempos de crise o show business floresce (dizem que as pessoas precisam de se evadir da realidade). Ou é isso, ou é pelo belo do protagonista, que até é senhor para fazer séries e novelas e dar um ar da sua graça (que não é nada má, de facto) em alguns eventos do social. O Zé Luís, que é um especialista, argumenta antes que se trata de um clássico, uma peça de Shakespeare, a última encenada por Ricardo Pais no Teatro Nacional de S.João, enfim…
Eu pessoalmente gostei (como me vem acontecendo sempre que vou ao teatro, delicio-me com os figurinos, a maquiagem, o desenho de luz, mesmo quando o texto ou as interpretações são fraquinhas, o que não é o caso, neste concreto).

Another way to die
Novembro 18, 2008 · Deixe um Comentário
A música do novo Bond é uma escolha improvável, mas feliz. Confiram e vejam se conseguem tirá-la da cabeça depois…
Jeux d’Enfants
Novembro 17, 2008 · Deixe um Comentário
Love me, if you dare.
Aceitas ou não aceitas?
Sophie Kowalsky é uma emigrante polaca maltratada pelos colegas parisienses da escola primária.
Começa o jogo. Julien Janvier, um dos miúdos, resolve não entrar por essa porta e inicia uma brincadeira com ela, em que cada um desafia o outro – o testemunho é uma caixinha de música, que vai passando de um para outro à medida que vão superando as traquinices. As duas crianças vão crescendo e as provocações vão sendo cada vez mais audazes. O que poderia, à partida, ser um inocente jogo de crianças evolui para um divertimento perverso, que captura as duas personagens principais. O mundo deles é unicamente preenchido pelos desafios, é esse o combustível que lhes dispara a adrenalina. Aliás, todas as outras personagens acabam por ser pontuais e quase insignificantes (talvez com uma excepção para a mãe moribunda de Julien).
Os despiques. Eles vão envelhecendo, mas vão resistindo e adaptarem-se ao mundo dos adultos e a persistência do jogo marca essa resistência.
«Ser adulto significa isto: ter um conta kilómetros que marca 280Km/h e não ultrapassar os 60.» (Julien)
Sucedem-se períodos de afastamento, indispensáveis para a sobrevivência de Sophie e Julien. No entanto, separados, fazem isso: sobrevivem. Os entraves não facultam que assumam que são apaixonados um pelo outro – afinal eles são os melhores amigos e estão unidos pelo cordão umbilical das travessuras da infância.
Os empregos, os casamentos, os filhos, as tentativas de se fazer o que é esperado. Mas nem sempre é o que é esperado de nós, é o nosso destino.
O desafio Final. Como é propósito de Yann Samuell, o filme evolui num crescendo que evoca as tragédias clássicas, embora com apontamentos humorísticos muito bem conseguidos.
A própria cor do filme evolui do extremamente saturado para uma cor quase em escalas de cinza, apenas pontuado pelo vestido vermelho-sangue/ vermelho-paixão de Sophie.
Os cenários são pensados ao centímetro, a componente visual lembra um mundo onírico, quiçá devido à anterior experiência do realizador na ilustração e no cinema de animação.
O crescimento e os episódios mais marcantes da vida dos protagonistas são acompanhados pela La Vie en Rose. Coincidência, anos mais tarde, será precisamente com a interpretação de Edith Piaf que Marion Cotillard ganhará o seu primeiro Óscar.
Às primeiras imagens, ocorre imediatamente um nome ao pensamento: Amélie Poulain. As directivas são semelhantes: jovem realizador francês, protagonista bela e pueril, género de comédia romântica, com matizes poético- filosóficas. Para mais, os filmes são praticamente contemporâneos e é muito provável que cativem o mesmo público.
Se quando crescer for um pudin flan, a vida não será muito mais saborosa?
Categorias: cinema


