«Tenho a alma num estado de rapidez idetiva tão intenso que preciso fazer da minha atenção um caderno de apontamentos, e, ainda assim, tantas são as folhas que tenho a encher , que algumas se perdem(…)»
Este volume recolhe textos reelaborados de oito comunicações proferidas no ciclo de Conferências O Guardador de Papeis, no âmbito das celebrações dos 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa (1888-2008) que tiveram lugar na Casa Fernando Pessoa.
Os textos vêm acompanhados de imagens e todas as transcrições de autógrafos pessoanos foram revistos de forma a permitir ao leitor uma aproximação ao aspecto gráfico e à heterogeneidade dos originais, e com o propósito de corrigir leituras erradas, não permitindo lacunas.
Michael Jackson e Madonna juntos na cerimónia dos Grammys em 1989.
Na altura, os dois já eram as duas maiores estrelas da música e o mundo torcia para que houvesse caso. Nunca se confirmou, embora tivessem aparecido juntos em alguns eventos públicos (o que provavelmente seria mais manobra de marketing do que paixão).
Hoje a agente de Madonna emitiu um comunicado em que afirma que a diva não pára de chorar e está inconsolável. Pode ser pela morte do amigo ou pela consciência da sua própria finitude.
Acabada de acordar, no ritual diário de ver as notícias enquanto mastigo os cereais, leio no rodapé que Michael Jackson morreu de possível ataque cardíaco. Mas como, se depois de anos de afastamento, ele estava a preparar novo álbum e ainda este ano ia começar uma tour mundial?
O Thriller repousa ao pé da secretária e rapidamente me lembro de estar em frente ao espelho do quarto da minha mãe, com um fato de treino acetinado e calçando apenas umas meias brancas, a imitar o moonwalk (nunca tive grande jeito para coreografias, desde miúda que sou bastante descoordenada nos movimentos). Mas nem assim fiquei imune, a minha infância foi nos anos 80, início dos 90 – e antes de cantar a Smells Like Teen Spirit, cantava a Black or White.
Na fase adolescente, o meu sentimento pelo Michael Jackson mudou – as atribulações da sua vida pessoal destruíram o mito na minha cabeça. O João Lopes, no Sound& Vision, afirma que a 25 de Junho de 2009 acabou uma era – a era MTV, que nasceu nos tais anos 80. É bem possível.
É claro para mim que nos próximos dias vou ouvir e ver os seus vídeos até à exaustão – é a minha maneira de fazer o luto. Porque a cultura pop é isto, as estrelas fazem parte da nossa vida, de uma maneira ou de outra. E perder uma referência nunca é simples.
Bem sei que isto é meio private joke, mas não resisti a publicar as nossas versões South Park feitas pelo Ricardo (mesmo ainda sem autorização do próprio).
O pessoal não se vê tanto como gostaria, mas é óptimo saber que estamos sempre presentes anyway… (a propósito, eu não sou cor-de-rosa, só quando apanho escaldões…).
Pois é, nas últimas duas semanas este blogue esteve assim, como dizer, bastante para o paradinho. Tal facto deve-se a um fenómeno estival, largamente apreciado por estas bandas, chamado férias. Mas como nada dura para sempre, cá estou eu de volta para acabar com o vosso sossego.
Para começar, deixo aqui uma imagem de Bordéus onde passei uns agradáveis dias na semana passada, e uma dica: mantenham-se atentos aos passatempos do Rascunho esta semana, porque vai haver oferta de convites para antestreias em dose tripla.
Esta sábado, há mais uma edição das Inaugurações Simultâneas no Quarteirão da Miguel Bombarda. Para quem não conhece, é um evento único, cheio de artistas, gente com estilo, todas as galerias abertas (gratuitamente) e nem falta o rissolinho para o menino e para a menina (ou o whisky que patrocina a festa e não poderia faltar).
No próximo sábado dia 6 de Junho, na Avenida dos Aliados, das 18h até às 6h da manhã, a cada hora sucede uma experiência representando 12 áreas: música, dança, VJing, cinema, exposições, moda, circo, joalharia, poesia, tendas, gastronomia, arte urbana. Os intérpretes destas 12 horas serão jovens portuenses ou do norte, representantes das várias áreas e tendências que contribuirão com o seu ecletismo para a fusão das diversas tendências.
A partir de hoje, até meados de Junho, a Avenida que o Siza deixou cinzenta, vai estar decorada com inúmeros pavilhões de editoras e, sobretudo, com livros, livros e mais livros. E crianças e escritores e estudantes e famílias e visitantes e trausentes só de passagem que param para espreitar o que se passa.
Porque tudo isso é a Feira do Livro.
Ficam os jardins do Palácio de Cristal guardados para outras aventuras.
A musiquinha já não é nova, mas é uma injecção de adrenalina que pode ser administrada em qualquer altura. Não convém é fazer à risca o que diz a letra, porque pode trazer algumas complicações ao nível da saúde.
I’m feeling rough, I’m feeling raw, I’m in the prime of my life.
Let’s make some music, make some money, find some models for wives.
I’ll move to Paris, shoot some heroin, and fuck with the stars.
You man the island and the cocaine and the elegant cars.
This is our decision, to live fast and die young.
We’ve got the vision, now let’s have some fun.
Yeah, it’s overwhelming, but what else can we do.
Get jobs in offices, and wake up for the morning commute.